KIANGOLA


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terça-feira, 23 de setembro de 2008

Petro de Luanda " Pode Aumentar "


O Petro de Luanda pode aumentar a vantagem para sete pontos sobre o seu “arqui-rival”, o 1º de Agosto, caso vença amanhã, no Estádio da Cidadela, o Interclube, no complemento da 21ª jornada do Girabola.
Os “militares”, segundos classificados com 41 pontos (menos quatro que o Petro), empataram domingo a uma bola com o Desportivo da Huíla, o que poderá ser benéfico para a formação do “eixo-viário”, a qual vai tentar conquistar os três pontos em disputa com os “polícias” para comandar a prova com 48 pontos.

O encontro é aguardado com expectativa, pois o adversário (Interclube) tem um conjunto coeso e experiente, mas que por falta de boa finalização se encontra no 9º lugar com 24 pontos, posição menos digna para o campeão em título.
Na primeira volta, a formação petrolífera goleou o oponente por 3-0.

Eis os resultados dos jogos disputados na jornada 21:

Benfica de Luanda-Benfica do Lubango 3-2

Sagrada Esperança-Recreativo do Libolo 0-1

Petro do Huambo-Santos FC 1-2

Desportivo da Huíla-1º de Agosto 0-0

Bravos do Maquis-Kabuscorp 2-1

1º de Maio-ASA 1-0.

Assembleia Nacional " Novos Deputados "



A Comissão Permanente da Assembleia Nacional reúne-se na próxima sexta-feira com os deputados eleitos nas legislativas de 5 de Setembro para preparar a cerimónia de investidura destes no dia 30 de Setembro.Segundo anunciou ontem à RNA Ventura de Azevedo, porta-voz e membro da Comissão Permanente do Parlamento, a cerimónia estará dividida em três momentos, nomeadamente a constituição da mesa provisória da Assembleia Nacional, da comissão provisória de verificação de poderes e, por último, o acto de investidura dos deputados.“A mesa provisória da Assembleia Nacional é composta pelo presidente cessante do Parlamento e dois deputados: o mais jovem e o mais idoso. Depois são seguidos outros passos, como a constituição de uma assembleia provisória de verificação de poderes de cada deputado. Em seguida será o acto de investidura dos deputados, onde o momento mais alto será o juramento. Com a cerimónia de investidura tem início a legislatura da terceira República. Acto contínuo, segue-se a declaração de constituição da Assembleia Nacional”, esclareceu Ventura de Azevedo.O parlamentar acrescentou que, após a declaração de constituição do Parlamento, é eleita a nova Mesa da Assembleia Nacional, constituída pelo presidente da Assembleia Nacional eleito, quatro vice-presidentes e quatro secretários. De acordo com os preceitos estabelecidos quer na Lei Constitucional, quer no regime que superintende a Assembleia Nacional, os deputados da actual República cessam o mandato após a investidura dos deputados saídos da Assembleia Nacional de 5 de Setembro. A primeira sessão plenária ordinária normalmente realiza-se no dia 15 de Outubro e a deste ano vai marcar o início da segunda legislatura da República de Angola, depois de um período de cerca de 16 anos sem a realização de eleições legislativas.Ventura de Azevedo deu a conhecer que a Comissão Permanente da Assembleia Nacional tinha reunido já na última quinta-feira para abordar todas as questões que se prendem com a preparação do acto solene do dia 30 deste mês.



MPLA " Reafirma "



O secretário do MPLA para a Informação, Norberto dos Santos “Kwata Kanawa”, afirmou domingo, em Luanda, que o seu partido vai primar pela disciplina e rigor na execução do Programa de Governo apresentado ao eleitorado durante a campanha para as legislativas de 5 de Setembro último.“A partir do momento em que for empossado o novo Governo, terá de haver uma maior responsabilidade no que tange à disciplina, para a realização das ingentes tarefas de reconstrução do país insertas no programa eleitoral do MPLA", disse aquele dirigente partidário, para quem “só assim o partido poderá cumprir com o seu programa apresentado aos angolanos” durante a campanha eleitoral.Falando à Televisão Pública de Angola (TPA), o político admitiu a inclusão no próximo Governo de cidadãos de reconhecida capacidade técnica e profissional não filiados no MPLA, para que todos os angolanos, sem excepção, participem nas tarefas inerentes à reconstrução e desenvolvimento do país.Sobre a irreversibilidade da democracia em Angola, Kwata Kanawa enfatizou que o MPLA, depois dos resultados alcançados nas eleições de 5 de Setembro, “não poderá, de maneira nenhuma, deixar de cumprir a vontade dos eleitores”.“Os angolanos já demonstraram que a democracia é irreversível em Angola”, disse o porta-voz do MPLA, lembrando que o presidente do partido, José Eduardo dos Santos, deixou claro, depois de ter votado, a 5 deste mês, que o país começou a viver um novo ciclo político com a realização das eleições legislativas, disputadas por 10 partidos e quatro coligações partidárias.“Os angolanos não só votaram no MPLA para ver realizado o seu programa de governo, mas para a continuidade da consolidação da paz, da democracia, da reconciliação nacional e da independência do país, para o bem-estar dos cidadãos”, declarou o porta-voz do partido governante.Tendo em conta o novo figurino que haverá no Parlamento, a partir do dia 30 deste mês, em que o MPLA contará com 191 deputados, dos 220 previstos, Kwata Kanawa tranquilizou os angolanos, frisando que o seu partido vai pugnar pelo diálogo com as formações políticas na oposição, sempre que for necessário a abordagem de questões de interesse nacional.Informou que esta prática será extensiva às associações profissionais e às igrejas, de forma a congregar todos os segmentos da sociedade angolana “no projecto idealizado pelo MPLA, que visa a transformação de Angola numa boa terra para se viver”.“Depois da maioria do eleitorado ter votado no MPLA, partido que proclamou a independência, a preservou e fez as transformações políticas que permitiram entrar no sistema multipartidário e está a promover a reconciliação nacional, os angolanos devem manter a sua confiança nesta organização política”, sugeriu Kwata Kanawa. Neste sentido, sustentou que o MPLA tem de estar à altura de satisfazer a confiança que os eleitores manifestaram através do voto nas urnas, advogando que as estruturas do partido a todos os níveis terão de, periodicamente, avaliar o grau de implementação das tarefas inscritas no programa de governação submetido à nação.Segundo o secretário do MPLA para a Informação, a avaliação será feita a partir dos comités municipais, comunais, de acção e das estruturas criadas nos bairros, aldeias e sanzalas, assim como se deverá levar a cabo um trabalho permanente de mobilização junto dos simpatizantes e amigos do MPLA.Reconheceu que os comités de especialidade do MPLA realizaram um trabalho digno no aconselhamento aos responsáveis dos órgãos governamentais, quanto à materialização das tarefas inscritas nos projectos de âmbito social e económico, a todos os níveis, papel que continuarão a desempenhar para a concretização do programa de governo do partido.“Nós não nos intrometemos na actividade do Governo, mas temos formas de acompanhamento que nos permitem fazer chegar às estruturas do Governo as opiniões do partido para a resolução dos problemas”, disse, replicando às críticas da oposição quanto à criação dos comités de especialidades do MPLA.Finalmente, Kwata Kanawa afirmou que o programa do seu partido para os próximos quatro anos é exequível, porquanto foi elaborado com base nas metas estipuladas na Agenda Nacional de Consenso, um documento aprovado em 2004, depois de uma ampla discussão pública.

Nações unidas " Ban Ki-Moon "


O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, felicitou segunda-feira, em Nova Iorque, o Governo de Angola por ter organizado com sucesso as recentes eleições legislativas no país, bem como os angolanos pela afluência em massa às urnas.
O sentimento de Ban Ki-Moon foi manifestado durante um encontro com o ministro das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, que está desde domingo em Nova Iorque para participar, a partir de hoje (terça-feira), na 63ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em representação do Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos.
A audiência também versou sobre questões da segurança regional na África Austral, mormente a situação no Zimbabwe, Lesotho e Malawi, assim como as implicações que poderão advir da actual conjuntura na África do Sul, onde o presidente Thabo Mbeki apresentou a demissão do cargo.
Ban Ki-Moon manifestou igualmente satisfação pelo desempenho de Angola durante a presidência do Órgão de Coordenação Política de Defesa e Segurança da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e exprimiu o desejo de o país participar nas operações de manutenção de paz.
Ainda na segunda-feira, o ministro João Miranda participou numa reunião de concertação entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), que se centrou na necessidade da revitalização do grupo, já que sucessivas vezes o Conselho de Ministros deste fórum não conseguiu se reunir.
Por esta razão, durante o encontro, promovido por Angola, o chefe da diplomacia angolana apelou ao franco engajamento de todos os membros para que os PALOP retomem o seu dinamismo e possam manter o protagonismo que os caracterizou, dentro da irmandade e solidariedade entre os cinco países.
Para o efeito, ficou acordada a realização, em Luanda, na segunda quinzena do próximo mês de Novembro, de uma sessão ministerial para marcar essa vontade expressa por todos no sentido da revitalização dos PALOP.
A agenda do governante angolano abarcou também a sua participação numa reunião do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, convocada especialmente para se debruçar sobre o Sudão, relativamente à questão do processo judicial que impende sobre o presidente Omar el-Bashir e a moratória que a UA solicitou ao Conselho de Segurança em relação à prossecução do mandato judicial.
Outros assuntos aflorados no encontro foram a questão do golpe de estado registado na Mauritânia e a suspensão deste país da União Africana até que a normalidade democrática seja restabelecida, bem como a situação na Somália.
Integram a delegação angolana aos trabalhos da Assembleia Geral os embaixadores Ismael Gaspar Martins, representante permanente de Angola junto da ONU, Arcanjo do Nascimento, representante permanente de Angola junto do escritório da ONU em Genebra, Manuel Augusto, chefe da Missão Diplomática angolana junto da União Africana, Alves Primo, embaixador no Ghana, e o embaixador Tete António, da missão permanente de Angola junto da ONU.
Fazem igualmente parte da comitiva, os embaixadores Virgílio Faria, director da direcção das Organizações Internacionais do Mirex, Nelson Cosme, da direcção África e Médio Oriente, Dombele Mbala Bernardo, assessor do ministro das Relações Exteriores e outros altos funcionários do pelouro.